12 de dez. de 2011

Mascar chiclete deixa você mais inteligente

Hábito é mais eficiente do que a cafeína, mas tem menor durabilidade, aponta estudo.
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Você sabia que o hábito de mascar chiclete pode deixar você mais inteligente? Pelo menos essa é a conclusão de um estudo realizado por uma equipe de psicólogos da Universidade St. Lawrence, nos Estados Unidos.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores realizaram testes com 159 estudantes, dividindo-os em dois grupos: metade deles mascou chiclete antes de fazer alguns testes de raciocínio lógico e cognição; a outra metade não.
Curiosamente, aqueles que mascaram chiclete antes das provas se saíram melhor do que os demais. Os chicletes utilizados eram de dois tipos, com e sem açúcar, de forma que a substância não parece ter interferência direta na pesquisa.
Apesar dos bons resultados, outra constatação da análise é que o efeito do chiclete no organismo dura pouco, aproximadamente 20 minutos. Os cientistas ainda não sabem dizer por que a goma de mascar interfere no desempenho.
Por Wikerson Landim para o tecmundo.com.br

The Last of Us

Este trailer e o que sei de UNCHARTED 3 quase me fazem comprar um PS3, só acho que não vale a pena, pois já investi muito no PC e porque não gosto do controle da Sony. Mas não sei não.

27 de nov. de 2011

A reinvenção do mouse

Microsoft lança Kinect para PCs no começo de 2012

Com o equipamento, atualmente utilizado no videogame Xbox, será possível controlar computadores sem tocar nos aparelhos; aplicação vai muito além dos games.
A Microsoft dever lançar uma versão do Kinect (sensor de movimentos usado no videogame Xbox) para o uso em computadores com Windows no primeiro trimestre de 2012. Com essa tecnologia é possível controlar programas sem o uso de teclados ou joysticks. É só mover as mãos no ar.
Em um vídeo recente, a Microsoft mostrou alguns aplicativos para o Kinect com Windows, incluindo uma pessoa tocando instrumentos musicais apenas movendo suas mãos em um violino imaginário. Também é possível ver no filme um cirurgião manipulando um raio X sem tocar na tela, entre outras aplicações.
No começo do ano, a Microsoft liberou um kit de desenvolvimento de software para a criação de aplicativos que usem o sensor Kinect. Em sua versão Windows, o sensor trará alguns ajustes para que funcione de maneira adequada com computadores.
Segundo o gerente geral do Kinect para o Windows, a versão para os PCs permitirá, por exemplo, identificar com precisão objetos a apenas 50 centímetros de distância. Atualmente, a versão para o console exige que o jogador esteja a mais de 1,8 metro de distância para que seus movimentos sejam reconhecidos adequadamente. O recurso de proximidade foi um dos mais pedidos pelos desenvolvedores.

A primeira oferta do kit de desenvolvimento estipulou o uso apenas para aplicações não comerciais. Já o pacote para o uso comercial deve estar disponível no começo de 2012.
A Microsoft também anunciou recentemente um programa para o apoio a novas empresas que tenham novas ideias para o uso do sensor. O chamado Kinect Accelerator. Os projetos serão aceitos até o dia 25 de janeiro de 2012 e o programa começará em março. Segundo um porta-voz da Microsoft, a versão do sensor para o Windows deve estar disponível no primeiro trimestre de 2012.

Fonte: GV

Heroi

Pra você que assiste a um programa de TV onde chaman-se de herois quem após o “show” tem uma vida de propagandas sem eles ao menos terem alguma coisa que justifique estarem neste lugar vejam este vídeo, é de um carinha cantando nas ruas da cidade do Porto, em Portugal.

15 de nov. de 2011

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa. 

A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.

Texto do site da revista epoca escrito por ELIANE BRUM.

21 de out. de 2011

Brasileiro que criou Kinect quer fazer algo 'dez vezes melhor'

O brasileiro Alex Kipman revolucionou não só o mundo dos videogames, mas o conceito da interação com a tecnologia por meio do Kinect, um sistema de reconhecimento de movimento com o qual tenta "inventar o futuro".
Depois da sensação causada pelo Kinect no mercado com apenas um ano de vida, a tarefa de Kipman, diretor de incubação do Xbox, o console da Microsoft, não é nada fácil. Primeiro, superar a si mesmo; depois, criar algo que continue o caminho iniciado.
"Meu trabalho é inventar o futuro", disse em entrevista à Efe no quartel-general da Microsoft em Seattle, na qual fez um balanço sobre o primeiro aniversário de um dispositivo cujo uso se estendeu a novas aplicações que afetam a "vida real", inclusive a medicina.
Apaixonado por seu trabalho, esse engenheiro de 32 anos, que foi recrutado pela Microsoft logo após terminar seus estudos de engenharia de software, afirma: "Agora eu sou minha própria concorrência. O que precisamos fazer tem que ser dez vezes melhor que o Kinect". knect-620
Graças a seu sofisticado software, que consta de um sensor de profundidade, microfones e uma câmara que acompanha o movimento do corpo em espaço tridimensional, o Kinect é capaz de escanear o jogador para que atue de forma interativa com seu avatar na tela do televisor.
A visão por trás do Kinect, que ele define como "uma viagem que acaba de começar", é adaptar as tecnologias para "poder interagir com as máquinas de uma forma muito mais natural, como funciona no mundo real".
"As tecnologias estão cada vez mais presentes, temos mais dispositivos e aparelhos nas mãos, tornando nossa vida mais complicada. Nossa visão é ir contra isso", afirma, antes de explicar que em seu laboratório foi capaz de criar "pela primeira vez, experiências que nos entendem, e não [experiências] que nós temos que entender".
O engenheiro lembra que, até pouco tempo atrás, esses conceitos para o público eram "ficção científica", mas seu objetivo é transformá-la em feitos.
"Isto é algo histórico e não é só algo que mudou o mundo dos videogames e do entretenimento, mas que causa mudanças fundamentais na vida cotidiana", algo conhecido como o "efeito Kinect". aa27b877-8197-4efb-ae08-4a1667be7e41
Seis meses após o seu lançamento, a Microsoft liberou o kit de desenvolvimento (SDK) do aparelho para Windows, que já é empregado em outras atividades associadas à vida real, como tratamentos para as crianças com danos cerebrais e pacientes com esclerose múltipla. 
Kipman se mostrou "entusiasmado" com as novas aplicações de sua invenção, "mas não surpreendido" por seu "enorme potencial". "Temos que entender que a linguagem da tecnologia tem uma nova cara. É algo com o que se pode interagir de uma forma muito mais interessante e natural. E isto é só o começo", acrescenta.
O próximo passo para o Kinect será uma nova versão, ainda não anunciada, aprimorada do dispositivo, enquanto o futuro no mundo dos videogames está por ser desvendado: "É algo que não vimos ainda".
"Não é preciso usar uma bola de cristal para afirmar que daqui a dez anos nada será o mesmo", diz Kipman. "Há dez anos quase não tínhamos internet e agora quase não podemos viver sem ela. A maioria das pessoas não tinha telefones celulares e agora não podem se imaginar sem esses aparelhos", lembra.
Kipman está agora trabalhando em novos projetos --"nada que eu possa contar"-- e continua em contato com a equipe do Kinect, mas avança em sua constante busca para reinventar o mundo dos videogames.
Ele se declara viciado em trabalho e se diverte em seus laboratórios fazendo testes e criando hardware e software e trocando ideias com seus colaboradores, cerca de 20 pessoas.
"Não levo trabalho pra casa, nunca. Se não estou no escritório não estou trabalhando, não olho e-mails, não checo o telefone, não existe nada relacionado com a Microsoft em meu tempo livre", diz Kipman. "Afinal passo 20 horas por dia, sete dias por semana, no trabalho", brinca.
Entre seus passatempos, além de jogar "muitos videogames", estão a música e o esoterismo.
Agora ele quer passar o tempo com sua filha Ana, que nasceu em novembro do ano passado, na mesma semana em que lançou o Kinect. "Quero passar a maior parte do tempo com ela, vendo como ela descobre o mundo através de seus olhos, algo fascinante."

Fonte: gv.com.br

Vejam o vídeo sobre o lançamento ano passado na E3:

20 de out. de 2011

Senna TRI

Tricampeonato de Ayrton Senna completa 20 anos nesta quinta-feira. O título do brasileiro, obtido Senna comemora tri em 1991 (Foto: Getty Images)em 1991, marcou última conquista do país na F-1.

Há 20 anos, o Brasil comemorava seu último título na Fórmula 1. Em 20 de outubro de 1991, Ayrton Senna chegava na segunda posição do GP do Japão, em Suzuka, e se sagrava tricampeão da maior categoria do automobilismo mundial. E o GLOBOESPORTE.COM relembra, corrida a corrida, os fatos que levaram à esta conquista.

Ayrton Senna entrava em 1991 com as expectativas em alta. O brasileiro tinha se sagrado bicampeão da Fórmula 1 no ano anterior, após bater com Alain Prost na primeira curva do GP do Japão, em uma espécie de troco do acontecido em 1989, quando o francês lhe tirou da corrida. As perspectivas eram da repetição do duelo entre os dois arquirrivais no campeonato.

Sem estar satisfeito com o novo motor Honda V12 de seu carro, o brasileiro encarava um francês com um bom desempenho nos testes de inverno. Mas a temporada começou de forma diferente, com quatro vitórias seguidas de Ayrton Senna. Ele dominou o GP dos Estados Unidos, realizado no circuito de rua de Phoenix. Duas semanas depois, no Brasil, um triunfo histórico, em condições extremas. Ele ficou apenas com a sexta marcha no fim da prova. Em San Marino, mais um troféu, fato que se repetiria em Mônaco, em sua quarta subida ao alto do pódio no principado.

Ayrton Senna, Ricardo Patrese e Gerhard Berger no pódio de Interlagos em 1991 (Foto: Getty Images)

O cenário, então, era o melhor possível. 40 pontos em quatro provas, 100% de aproveitamento e um desempenho decepcionante da Ferrari. A surpresa era o desempenho da Williams, que já conseguia andar entre os primeiros. Senna abandonou no Canadá, onde Nelson Piquet venceu sua última prova na Fórmula 1, depois de Nigel Mansell abandonar na última volta.

Nas corridas seguintes, Ayrton Senna começou a enfrentar a reação da equipe inglesa. A Williams mostrou seu poder com quatro vitórias seguidas - três de Mansell e uma de Riccardo Patrese, seu companheiro. A McLaren só reagiu no GP da Hungria, onde estreou seu câmbio semi-automático. Vitória de Senna, que respirou, finalmente, no campeonato. Na corrida seguinte, na Bélgica, mais um triunfo, e a vantagem na classificação aumentou para 22 pontos a cinco provas do fim.

No GP da Itália, Mansell reagiu e venceu. Só que em Portugal o azar do "Leão" apareceu com muita força. Uma porca mal apertada no pit stop e um erro da Williams causaram a desclassificação do inglês. A equipe recolocou o pneu solto no pit lane, o que é proibido pelo regulamento. Só que, em Barcelona, prova seguinte, Senna terminou apenas em quinto e o inglês voltou a sonhar.

Ayrton Senna pega a famosa carona com Nigel Mansell no GP da Inglaterra de 1991 (Foto: Getty Images)

Com 16 pontos de vantagem, Senna chegou ao GP do Japão, em Suzuka, com tudo nas mãos. Mansell precisava fazer sete pontos a mais que o brasileiro, o que praticamente obrigava o inglês a vencer. E a McLaren resolveu apostar no jogo de equipe. Ayrton Senna largou em segundo, enquanto Gerhard Berger disparava na ponta da corrida.

Com Mansell em terceiro, Senna passou a apenas domar Mansell, que se enervou e acabou saindo da pista na primeira curva de Suzuka e atolando na caixa de brita, dando o tricampeonato ao brasileiro. Ele ainda alcançou Berger e o ultrapassou, mas acabou cedendo a vitória na última curva. Na prova seguinte, sob muita chuva, o brasileiro selou a conquista em Adelaide, na Austrália.

TEXTO DO GE.COM/FORMULA1, NÃO ACHEI E NEM CONSEGUI FAZER UM MELHOR.

PRA FINALIZAR UM TRECHO DA MAIOR VITÓRIA DELE DESTE ANO, QUIÇÁ DA SUA CARREIRA NA F1